Primeval

•Agosto 19, 2008 • Deixe um Comentário

Ano: 2007

País: Estados Unidos da América

Género: Thriller/Terror

Realização: Michael Katleman

Intérpretes: Dominic Purcell, Brooke Langton e Orlando Jones

Sinopse: Uma equipa americana de reportagem, com a finalidade de obter um documentário sobre um crocodilo gigante de África, Gustave, torna-se alvo de uma guerra civil local, guerra esta que duraria cerca de doze anos.

Classificação: 1 (Suficiente)

Opinião pessoal: Mereceria menos se levássemos em conta apenas a ficção. Trata-se de um filme que, apesar de seguir a linha de já tantos outros filmes, como é o caso de Anaconda, é baseado em factos verídicos. Não obstante, custa a acreditar que um animal desta natureza efectivamente existe, mas não deixa de ser medonhamente assustador admitir tal coisa.

Discordo ao género que lhe é subjacente: de terror não tem mesmo nada, a não ser o terrível medo de morrer na boca de um animal poderosamente inteligente. É inquietante, sem se assemelhar sequer a suspense.

Os pontos favoráveis deste filme baseiam-se na premissa da verdade: a existência de um crocodilo gigante designado de Gustave no rio Kusushi e a realidade de uma terra que esteve em plena Guerra Civil enquanto o mundo se desenvolvia ao seu redor.

Escrito por philobiblon

Hostel

•Dezembro 12, 2007 • Deixe um Comentário

Ano: 2005

País: Estados Unidos da América

Género: Terror

Realização: Eli Roth

Intérpretes: Jay Hernandez, Derek Richardson, Eythor Gudjonson, Takashi Miike

Sinopse: Amigos de faculdade, Paxton e Josh, viajam de mochila às costas através da Europa, ansiosos pelas clássicas memórias de viagem com o seu novo amigo Oli, um islandês.

Eventualmente, Paxton e Josh são atraídos por um viajante para o que é descrito como “uma terra onde corre leite e mel para os mochileiros americanos”: uma estalagem numa remota cidade eslovaca, cheia de mulheres europeias de Leste tão desesperadas quanto bonitas. Os dois amigos chegam e emparelham facilmente com Natalya e Svetlana. De facto, demasiado facilmente. Inicialmente distraídos pelo bom bocado que estão a passar, os americanos depressa se encontram numa situação cada vez mais sinistra..

Classificação: 3 (Bom)

Opinião pessoal: Se tivermos em conta o filme per se, este resumir-se-ia apenas a cenas altamente sanguinárias. Não obstante, parece-me, quer revelar muito mais da sua dita e aparente superfluidade, isto porque mostra, macabra e provavelmente, o lado mais tenebroso do ser humano: o poder da manipulação no/do outro, o poder subjugado da vida humana, o poder pelo medo e pelo terror do outrém, o poder do/pelo (simples) poder. Neste filme, uma vez mais, talvez porque tal aconteça mais vezes do que eu pensava ou simplesmente sou eu que ando mais sensível a este respeito, vi aquilo que Kundera designa de Kitsch, a dita negação total do inaceitável da humanidade. Mas neste caso não se trata de uma ironia, de uma moralidade, mas sim de um princípio básico assente nos direitos da humanidade. Tudo isto porque é deplorável àquilo a que se assiste neste filme, e só uma mente perversa e mentalmente perturbada é capaz de, tranquilamente, cometer tais atrocidades. Na minha perspectiva, segue muito a linha sadomasoquista negativa mais extrema (se é que se pode assim classificar algo desta natureza), multiplicado talvez por mil, já que o Sadomasoquismo delibera respeito e consentimento mútuo de práticas, sem que haja, afinal, questões explicitamente sexuais aqui envolvidas.

A parte final, creio, exibe-se fácil e fantasiosa (é que nem lembra ao diabo o raio do “cirurgião” escorregar aquele sangue!), mas lá no fundo, àquela altura, não pretendia nada mais do que uma coisa: Justiça.

É um filme um pouco parvo, é certo, mas a verdade é que acaba por nos fazer pensar naquilo que, sempre por questões monetárias ou mero jogo psicopatológico, parte da humanidade faz e, por sua vez, que a outra esconde. É um constante ciclo vicioso de estados-limite.

Escrito por philobiblon

The Covenant

•Dezembro 12, 2007 • Deixe um Comentário

Ano: 2006

País: Estados Unidos da América

Género: Thriller/Terror

Realização: Reeny Harlin

Intérpretes: Steven Strait, Laura Ramsey, Sebastian Stan

Sinopse: Em 1962, na Colónia de Ipswich do Massachusetts, cinco famílias com poderes incalculáveis fizeram um pacto de silêncio. Uma família, desejando mais, foi banida – a sua descendência desapareceu sem deixar rasto. Mas tudo isto até agora. O Pacto conta a história dos Filhos de Ipswich, quatro jovens estudantes de uma academia de elite, a Academia Spencer, que estão ligados pelos seus ancestrais sagrados. Como descendentes das famílias originais que colonizaram Ipswich no século XVII, os rapazes nasceram todos com poderes especiais. Quando o corpo de um estudante morto é descoberto depois de uma festa, começam a ser revelados segredos que ameaçam quebrar o pacto de silêncio que protegeu as suas famílias durante centenas de anos.

Classificação: 2 (Aconselhdo)

Opinião pessoal: Comecei por gostar bastante deste filme, primeiro pelo próprio elenco (que me parece ser do desconhecimento geral do público, inclusive do meu), segundo pelo seu ar de graça a tender para o misticismo. No entanto, aos vinte minutos do seu início, pressentimos já o desfiar da história: por um lado, é tudo muito “world of american teenagers“, com o transgredir das regras, as lutas, as miúdas giras, a reputação dos bons colégios, etc; por outro, pelo roteiro inconsistente e/ou pouco criativo no decorrer do filme, são as personagens pouco desenvolvidas, e, principalmente, o seu fim fácil e previsível. Esperava uma keyword de qualquer personagem, algo que fugisse completamente ao que já estávamos preparados para ver. Infelizmente, tal não aconteceu, e ficamos com aquele amargo trago de “Mas afinal é só isto? Não rebuscaram mais nada?”.

Desta forma, por tudo o que foi enumerado acima, salvam-se os efeitos especiais, que me parecem bastante razoáveis, bastante credíveis. Além disso, estou certa que o argumento é bastante bom, apenas foi mal empregue/guiado.

Escrito por philobiblon